Previsivelmente irracional


A mais pura verdade sobre a desonestidade

Dan Ariely, entre o racional e o mal…

Este dois são os títulos dos últimos livros de Dan Ariely que mostram como o ser humano, mesmo com ética realiza atos irracionais e desonestos. Na vida profissional como também no dia a dia somos forçados o tempo todo a tomar decisões e essas decisões são realizadas pela comparação de valores subjetivos.

Os testes realizados em faculdades obtiveram resultados bastante interessantes, como afirma Dan Ariely, que a possibilidade de ser pego não diminui a propensão ao roubo e a distancia do dinheiro vivo influência, quanto mais longe, maior a possibilidade.

Também conclui que o ser humano, por diversas razões, rouba menos do que poderia e que prefere transferir a culpa para terceiros. Como um Robin Hood, que ao distribuir o produto do seu feito, distribui também uma parcela da sua culpa.

O autor afirma que a nossa própria imagem é um fator, o nosso lado racional quer o benefício físico do roubo, mas o nosso lado irracional precisa de uma auto avaliação positiva, por isso formulamos desculpas para nós mesmos. Como no caso de uma vingança, para que o ato se pareça como moralmente aceitável.

Uma interessante descoberta foi quanto a criatividade, a pessoa com mais criatividade tende a realizar mais atos ilícitos, não por causa de criar melhor as situações, mas porque cria melhores desculpas para ele mesmo. E isso seria independente de sua inteligência. Como também, o caso de modelos (exemplos) criam situações muito expressivas, a introdução de um indivíduo que rouba em um grupo causa uma verdadeira epidemia, ou seja, suas ações inevitavelmente serão copiadas pelos outros. Dan conclui que a teoria da “vidraça quebrada” é realmente um precursor de maiores delitos.

Tal teoria pregada pelo ex prefeito de Nova York, Juliane, diz que se uma casa tem uma vidraça quebrada e esta não for consertada, isso dará motivo a outras ações ilegais, como roubo e até mesmo invasões. Devido a isto, ele introduziu uma política de segurança denominada “tolerância zero”, que ao coibir pequenos delitos, os infratores não teriam a chance de progredir em realizar maiores crimes. Sua ação teve efeitos bastante positivos durante o seu mandato.

Dan Ariely encerra o livro mostrando que as formas tradicionais de controle, como fiscalização não conseguem coibir a decisão de realizar ou não um roubo, mas que os conceitos morais mostrados de forma repetitiva podem surtir melhor efeito.

As decisões humanas seguem padrões irracionais e previsíveis, pois seguem um sistema relativo, como ele resume na seguinte frase, “Relatividade é a tendência de estimar o valor das coisas de acordo como elas se comparam com outros itens.”

Em duas opções, a pessoa deveria escolher de forma racional, mas ao introduzir uma terceira, a decisão será pela que mais se pareça com uma das duas primeiras, ou seja, sem racionalidade, apenas um impulso emocional. No caso de preços e salários acontece o mesmo, o valor que você percebe depende do valor que os outros possuem. Se você compra um aparelho por X, mas seu vizinho compra por X+1, você acredita que foi uma boa compra. Numa situação contrária, mesmo  se você sabe que o preço pedido é o melhor do mercado, ao descobrir um valor menor, você ficará inevitavelmente despontado e com inveja.

“Nossa felicidade depende, não só do que temos, mas do que não temos e que for de fácil comparação.” Ou seja, Dan conclui que o ser humano não faz analogias complexas, apenas comparações simples para calcular se teve vantagem ou não e com isso modifica o seu “status” emocional.

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1 Comentário

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