Um homem sem chapéu não é um homem


O chapéu faz o homem

Antigamente era assim, como hoje dizemos que, “me mostre os sapatos de um homem e lhes direi como ele é”, antigamente esse expoente da qualidade masculina era o chapéu. Ele indicava o status social e até mesmo o tipo de personalidade. O chapéu era adquirido e guardado de forma minuciosa, cada um para uma certa ocasião e para um tipo de roupa. Havia quem comprasse combinando com a mesma cor do terno.

Chapéus coco para os tradicionais, chapéus de palha para os tipos esportivos, aba curta, os mais usuais e abas largas para os mais inseguros, nunca se sabe quando pode chover. Para o trabalho no tempo, tecidos leves e palha trançada com aberturas para o ar. Cada tipo indicava alguma particularidade de seu dono.

Não importava o material, sempre elegantes, desfilavam imponentes em nossas ruas, nos cafés e em todas as casas havia, indiscutivelmente, um porta-chapéus ou um cabideiro a beira da porta de entrada. Sendo uma questão de  etiqueta e uma delicadeza oferecer um local de descanso para tão digno aparato.

Mas eles sumiram, a moda acabou ou simplesmente se tornaram obsoletos. Existem diversas explicações para a decadência do chapéu. As contínuas recessões do século XX, as grifes famosas começaram a investir em outros acessórios com mais praticidade. Tempos modernos, a pressão diária conduz a pessoa a ter menos tempo em se arrumar e preferir roupas mais simples.

Um marco para o fim do chapéu foi nos Estados Unidos, a eleição de John F. Kennedy como presidente, um homem que se deixava fotografar sem chapéu, apesar dos protestos das Associações de Chapeleiros do seu país. O presidente de uma dessas, enviava a John Kennedy todo os novos modelos que sua fábrica produzia, na esperança de que o jovem presidente americano fosse usar algum. Como o mesmo não acontecia, ele chegou ao cúmulo de suplicar:

– Use um chapéu, qualquer chapéu, mas use um pelo menos!

Fato que realmente não viria a ocorrer e ironicamente o presidente acabaria por morrer com um tiro na cabeça. Não digo que um chapéu o protegeria do projetil, mas que iria pelo menos, atrapalhar a mira de Lee Oswald, isso iria.

De lá para cá, em diversos países, houve a decadência do comércio e a falência da sua indústria. No Brasil, os grandes fabricantes de origem europeia, como o Ramenzoni em São Paulo (capital) e a Cury (Campinas) resistem com a abertura de novos nichos como os jovens sertanejos. A Cury bem que tentou uma sacada de marketing que infelizmente não se pode concluir da maneira esperada. O herói de cinema, Indiana Jones, utiliza no filme, um chapéu Cury que era até mesmo um complemento do personagem, pois tinha até mesmo a história de como ele ganhou o chapéu e mostrava como ele o estimava. Mas os estúdios que detinham a marca não aceitaram uma proposta de um contrato de marketing e uma campanha para um chapéu de nome Indiana Jones.

O fato é que hoje, muitos acreditam que tal indumentária seja para pessoas mais velhas e tradicionais que ainda usam. Mas nem esses podem negar que a presença de um homem de chapéu ainda impõe um certo respeito.

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7 Comentários

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  2. Apenas para fazer uma correção: a Cury fez um contrato com a Lucas Film na época do filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – onde foram comercializados os chapéus da marca Indiana Jones (conforme foto que você mesmo colocou do chapéu com a sacola).

    • Sim, eles foram comercializados aqui no Brasil, mas quando a Cury pediu uma parceria para distribuição mundial, a Paramount não quis fazer o acordo.
      Mas obrigado pelo comentário…

  3. Em 2011, comprei um Chapeu Indiana Jones, nos Estados Unidos e ele veio com uma etiqueta na qual provava a autenticidade do mesmo e cujos direitos estavam reservados a’ as empresas de George Lucas, que e’ empresario, produtor e director de cinema, e ao que me consta e’ quem detem os direitos autorais de venda, propaganda e veiculacao deste referido chapeu. Porque se diz que a Cury e’ a fabricante do Indiana Jones legitimo, se as diferencas, desde a qualidade de material ate’ a apresentacao fisica do produto sao tao diferentes. Primeiro adquiri um Indiana Jones da Cury no Brasil, seis meses depois, em viagem por U.S.A. comprei outro, entao, de uma empresa Americana. Quem esta’ falando a verdade???

    • Saudações!
      Agradeço sua contribuição. Esse é o ponto que eu queria chegar. Os críticos de cinema e a Cury afirmam que o acordo para a comercialização mundial foi rejeitado pela Paramount. Ou seja, não existe uma parceria entre a Cury e a Paramount para que o produto da Cury seja reconhecido como o legítimo chapéu do Indiana Jones e que George Lucas pode vender qualquer chapéu como sendo o legítimo. O que nos resta é saber que eles vieram ao Brasil e compraram aqui os chapéus que foram usados nas filmagens. Um abraço.

      • Desculpe! Somente um adendo, eu também tenho um Cury aba larga, idêntico ao usado pelo personagem e que adquiri na época em que o filme foi criado, ou seja, pode ser até irmão de linha do original do filme. Grato.


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