O Google é perigoso!!!


Alemão busca alternativa para o Google

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Concorrência para o site de busca de maior sucesso no mundo?

Wolfgang Sander-Beuermann, da Universidade de Hannover, pesquisa há anos uma alternativa nacional para o mais bem sucedido serviço de busca na internet, o americano Google. Para ele, o monopólio compromete a credibilidade e o livre acesso à informações.

”Se saber é poder, então as máquinas de busca são superpoderosas. Nenhuma frase define melhor o potencial dos sites de busca”, afirmou o alemão Wolfgang Sander-Beuremann, da Universidade de Hannover, que há anos se dedica à elaboração de uma alternativa nacional para o mais bem-sucedido serviço de busca na internet, o americano Google.

Apesar de a empresa Google propagar seu caráter independente, o especialista garante que é impossível manter um site de busca deste porte sem qualquer interferência externa. Ele não acusa o Google de manipular propositalmente informações e resultados de busca. Mas, a cada consulta, o serviço centralizado precisa de alguma forma organizar as respostas em categorias e exibir uma determinada lista.

O porta-voz do Google na Alemanha, Stefan Keuchel, explicou que o site de busca é o mais bem sucedido do mundo justamente por oferecer os resultados mais confiáveis. “Os usuários optam livremente pelo Google porque esperam os melhores resultados para suas consultas. Se não fôssemos independentes, teríamos menos resultados revelantes na página principal. Nossos usuários se dariam conta e buscariam outros serviços”.

Liberdade limitada

Sander-Beuermann justificou sua posição citando como exemplo a pesquisa de um assunto político. O resultado apresentado pelo Google geralmente aparece em ordem de importância, com o enfoques mais interessantes em destaque. Tal resultado é programado de forma centralizada.

Além disso, a liberdade de informação do Google varia de acordo com a regulamentação de cada país. Na Alemanha, sites que infringem a lei de proteção ao menor não são exibidos. Na China, páginas online tidas como subversivas pelo governo também devem desaparecer do site de busca. Para o especialista, uma empresa de capital aberto como a Google não pode ser condenada por se adequar às regras do país onde atua. “Mas não é bom que empresas de capital aberto tenham tanto poder sobre a distribuição de informações”.

Unindo servidores

Em contrapartida, máquinas de busca de pequeno porte são mais difíceis de serem controladas e bloqueadas. Por isso, o especialista trabalha em uma alternativa para quem procura informações na internet: um sistema descentralizado de busca online para o mercado alemão.

O projeto prevê a participação de 400 máquinas de busca regionais para a cobertura nacional. Cada um desses serviços será mantido por diferentes instituições (bibliotecas, universidades, centros de processamento de dados e servidores particulares). O resultado será exibido em um único portal. Desta forma, garante Sander-Beuermann, é mais fácil separar o lixo de pequenos servidores que não aparecem no Google, mas que oferecem informações interessantes.

Colocar em prática uma alternativa para o Google na Alemanha não é tarefa fácil. Sander-Beuermann, entretanto, acredita que com uma boa ajuda financeira o sistema por ele desenvolvido será capaz de superar o Google em três anos. Resta saber como os usuários irão reagir.

Sucesso reconhecido

Google é sem dúvida o mais bem sucedido serviço de busca na internet em todo o mundo, superando de longe seus rivais, Yahoo e Altavista. O site, inclusive, foi agraciado na categoria de melhor método para pesquisa online com o prêmio Webby-Awards, concedido por um júri composto por mais de 500 especialistas, jornalistas e personalidades norte-americanas.

Na Alemanha sua influência é tão forte que o nome se tornou sinônimo para pesquisa online. A palavra googeln (algo como “googlear”) consta no consagrado dicionário Duden com a seguinte explicação: “realizar pesquisa na internet com a ajuda de uma máquina de busca”. Ou seja, mais do que um nome, Google tornou-se uma metáfora aceita pelos lingüistas alemães.

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