Pseudointelectuais


O discurso é maior que o conteúdo

Falsos Profetas

Muito se fala a respeito sobre pseudointelectuais, termo que se torna até um pejorativo. Alguns dão explicações, as mais variadas, como se o tamanho do conhecimento fosse um balão a ser inchado. Quanto mais inchado, mais conhecimento. Outros falam de atividades intelectuais e culturais, como defesa de mestrados e doutorados, mas o que os pseudointelectuais fazem mesmo, é falarem de si mesmos, como se fossem o sol e tudo girasse a sua volta.

Agora, realmente, vamos inverter a situação, o que um intelectual. Quem pode deter a posse de algo que não pode ser medido ou pior, não tem fim. O conhecimento é algo imensurável e que não pode ser contido, todo dia se aprende algo novo e todo dia algo se renova. Entretanto, a atividade intelectual pode ser regida ou disciplinada através de regras e de um autocontrole, mas como definir o que é certo, e o que é errado?

Ao acompanhar homens de sucesso e com grande fama de serem intelectuais chegamos a algumas conclusões em comum: como que, o que eles fizeram, muitos já sabiam, mas não tiveram coragem de realizar, ou confessam que os conhecimentos que utilizaram para montar seus projetos não eram nada extraordinários e que chegaram à novas respostas apenas com uma outra maneira de ver o problema. Um novo ponto de vista pode ser a diferença.

Outra questão importante, o bom senso. Como no caso daquela famosa oração de Reihold Niebuhr:

“Concedei-nos Senhor, Serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguirmos umas das outras…”.

Acredito ser essa uma boa definição de bom senso com um outro ponto, igualmente importante, vigilância, ou seja, devemos nos vigiar sempre para termos a capacidade de julgar com bom senso.

Estudar sempre. Aproveitar a elasticidade da capacidade do cérebro ao máximo. Como dizem, conhecimento não ocupa espaço e nem pode ser roubado, vivemos em uma época em que é fácil adquirir conhecimento, a maior prova disso é a Internet. Para completar, podemos parafrasear Sherlock Holmes, o famoso personagem de Sir Arthur Conan Doyle dizia que “o cérebro é um músculo, e como músculo deve ser exercitado”, uma colocação mais filosófica do que fisiológica, que mostra a importância de um treinamento e das regras que devem reger a mente.

“O silêncio é ouro, a palavra é prata”. Este ditado, como muitas outras analogias retratam que ouvir é melhor que falar, ou seja, antes de expor suas idéias, escute os outros. Isso gera empatia, melhora a comunicação e lhe dá o respaldo necessário para um melhor posicionamento em qualquer situação.

Por último e não menos importante, a inteligência emocional. Muitos definem como “controle das emoções”, mas outros definem por “controle das ações”, ou seja, controlar suas ações independente do que sente. Nos momentos em que falar e agir podem ser um erro fatal, saber se controlar pode valer muito.

Em resumo, um intelectual, aprende com constância, pratica alguma forma de disciplina mental, utiliza o que sabe, se controla física e intelectualmente e sabe ouvir. Portanto, quem estiver fora de alguma dessas regras é um pseudointelectual.  Este texto é resumido pelo seguinte motivo: pseudointelectuais têm preguiça de ler…

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